Google lançou a edição Premier do Google Apps

Google lança alternativa web ao Office 2007
A Google lançou a edição Premier do Google Apps, um pacote de aplicações dirigido a empresas, que serão executadas em rede e podem ser integradas na estrutura da empresa, em alternativa ao Office 2007 da Microsoft.
O Google Apps-Premier Edition custa 50 dólares por conta de funcionário por ano, o que abrange suporte técnico telefónico, até 10 gigabytes de espaço de armazenamento de dados por utiliador e garantias de que os serviços de email funcionarão pelo menos 99,9% do tempo.
O Google Apps, lançado há seis meses como um serviço gratuito, já oferece programas online que incluem o Gmail, um
calendário compartilhado e o aplicativo de mensagens instantâneas Google Talk. O pacote dá também a cada funcionário uma página na Web personalizada.

Mais de 100 mil pequenas empresas usam os serviços gratuitos do Google Apps, com publicidade inserida, com centenas de universidades no mundo utilizando uma versão grátis que não possui anúncios, segundo representantes do Google.
A companhia acredita que, ao romper com o modelo de venda de software em pacotes que precisam ser instalados em computadores individuais, poderá atrair um grande número de utilizadores em empresas que actualmente não são atendidas por gigantes da informática como Microsoft, IBM, Oracle ou SAP.
“Temos um objetivo em volume … milhões e milhões de usuários“, disse o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt. Apesar de grandes negócios levarem tempo, “temos várias indicações de acordos muito grandes“, afirmou o executivo.
O Google Apps-Premier Edition é a nova versão dos softwares da companhia direccionados a ajudar grandes organizações a adoptar ferramentas do Google.
A companhia informou que todas as três edições do Google Apps incluem agora o Google Docs & Spreadsheets, que permite vários utilizadores colaborarem online na produção de documentos. A empresa incluiu no serviço a possibilidade dos utilizadores do Gmail lerem mensagens em aparelhos sem fio Blackberry.
“Há um processo interessante aqui”, disse Kyle McNabb, da Forrester Research. “O que a Microsoft fez ao longo da última década foi concentrar o foco nas necessidades de empresas em vez dos indivíduos”.
A ironia é que a Microsoft tornou-se popular nas empresas ao ter resolvido problemas individuais com aplicativos como Word, Excel e outros, disse McNabb. “Adivinhe quem está a fazer a mesma coisa agora? Google. Isso coloca pressão sobre a Microsoft para voltar a ter mais foco no utilizador individual”, acrescentou.
Entre os clientes potenciais do Google Apps estão operadores de caixas registradoras de lojas e pessoas que trabalham em telemarketing, funções em que as empresas geralmente mostram-se relutantes em se equiparem com sistemas de computadores mais caros, disse o vice-presidente da unidade corporativa do Google, Dave Girouard.
O Google tem a chance de atender o mercado de baixo custo, disse McNabb, mas ele acrescentou que Microsoft, IBM e outras companhias de informática também são competitivas nesse segmento do mercado.
Fonte: Jornal de Notícias/Reuter Brasil




